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SONHOS De
dia
ardo.
De
tarde,
parto
para
um
porto
qualquer,
no
cais,
no
caos,
no
fim
do mundo!
A
noite
lua
chega.
Lua
cheia
.
de
graça
.
de
luz.
Não
ardo, não
tardo nem
parto.
Espreito
a lua
somente,
sorrateiramente
pelas
frestas de
minh'alma,
tão
acanhada tão
vazia.
Tão
tarde faz-se
a noite.
Lua
cheia,
lua
clara
Santa
Sara,
em
que mar perderam-se
meus
sonhos,
tão
pequenos,
tão
meus,
tão
necessários!?
Cleidiner Ventura – Anjo São Paulo - 2002
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