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DESCOBERTA
Camisa aberta ao peito, saiu na noite sem dono; deu boa noite ao guarda, que noturno era sempre.
Quis ter nas mãos as estrelas, quis arco-íris balanço!
Sentou na calçada da rua e teve a vida a seus pés;
A madrugada chegada, fechou a sua camisa, retardou o seu andar...
... e voltando, quase mudo um menino já não era, homem da noite pro dia, a madrugada o fizera!
cleidiner ventura/anjo
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